Professor, vamos brincar?

















Professor, vamos brincar!




Um jogo estruturado, para a fixação de conteúdos:
Muitos professores costumam achar desafiante a fixação dos conteúdos, de forma prazerosa.
Que tal uma vivência, bem lúdica, de um conceito, para a rápida assimilação dos alunos, sem grandes teorizações. Vamos a um exemplo bem prático? Veja uma sugestão da "Sala dos Professores"!

Nesta sugestão, utilizarei uma brincadeira que deve ser conhecida por alguns de vocês. Muitos a conhecem como "Senha" ou "Alfândega". A descrição, aqui, tem caráter pedagógico. É uma adaptação de um jogo de salão para a sala de aula.



Jogo: Alfândega das Palavras.


Criação: Ney Mourão.


Objetivo: Promover a fixação, de forma lúdica, de conceitos em Língua Portuguesa, necessários à produção textual, tais como gênero, infinitivo verbal, substantivos concretos e abstratos, dentre outros.


Materiais: Não há necessidade de nenhum tipo de material. Caso o educador deseje, poderá imprimir pequenas fichas, com os conceitos a serem trabalhados com os participantes ou com a "senha"  explicativa de cada rodada da brincadeira.





Procedimentos:



  1. O educador deve, inicialmente, pedir voluntário(s) ou escolher um aluno ou uma dupla de alunos para "dar um passeio" fora da sala. Ele(s) não pode(m) ouvir o que será combinado dentro da sala.



  2. Enquanto os alunos estão lá fora, professor e demais alunos combinam a estratégia do jogo:




-         Trata-se de uma viagem, que todos irão fazer, juntos. Caso o educador tenha talento, pode enfeitar a viagem, criar situações, inventar papéis, escolher quem serão passageiros, comissários de bordo e até mesmo mudar a posição do mobiliário da sala, simulando uma alfândega ou o interior de um avião.


-         Para viajar, no entanto, todos têm que apresentar, oralmente, um objeto que desejarão levar. Nesse momento, o professor explica a "senha" para que os objetos possam passar na "alfândega" hipotética. Por exemplo, todo objeto do gênero feminino poderá entrar no avião: bolsa, sandália, mala, caneta, passagem... Mas nenhum objeto do gênero masculino poderá ser levado: ficariam de fora, portanto, lápis, passaporte, um amigo, pai, primo, livros, chinelo...


-         A missão do(s) aluno(s) que será(ão) convidado(s), após a combinação, a entrar, é descobrir a "senha": por que alguns abjetos podem ser levados e outros não?


-         A brincadeira é bastante divertida, pois educador e alunos que permaneceram na sala adquirem uma cumplicidade, assegurada pelo conhecimento da senha, enquanto o(s) outro(s) vivem o desafio da descoberta.


-         Inúmeras variações de senhas podem ser combinadas. Por exemplo: podem embarcar todos os objetos terminados em vogais e ficam retidos todos os que terminam em consoantes. Podem embarcar todos os objetos masculinos levados por mulheres e todos os femininos levados por homens, mas nunca o contrário. Enfim, a gama de opções irá depender da imaginação do professor, e os próprios alunos podem, inclusive, ajudar a criar, juntos, uma senha que utilize elementos da Língua Portuguesa. Mas é importante que o professor informe aos alunos que o objetivo do jogo tem relação com conteúdos da escrita e, após cada rodada, faça uma explicação breve sobre o conteúdo que foi trabalhado.











Comentários